vives nas esquinas do meu pensamento

25/11/06

Batalhas dos Tempos - Poema XI



minhas andanças percebem você

desejo outro,

irressistível outro que vejo pelo espelho

outro lugar,

reflitar as coisas do tempo ido

viajar no reflexo

do seu sexo

insurgido no mundo bárbaro

do meu próprio desejo

seguido de você

e nada será como antes

tirei sua imagem do espelho

identidade de muitas maneiras

sou aquela que suporta

as chamas desmedidas...

nada falo

ardo numa febre de ser de ti.

foto Karen Setnomirror

20/11/06

a canção do amor



mak tub

minha homenagem a música romântica moderna de portugal

Cavaleiro andante

cantada por Rita Guerra e Beto

Vem no fim da noite sem avisar

Dança no silencio no teu olhar a chamar por mim

A chamar por mim...

Chega com a brisa que vem do mar

Brinca no meu corpo a desinquietar, como um arlequim,como arlequim....

Chega quando quer e não quer saber

Nem do mal que fez ou que vai fazer, é um tanto faz..

Querer ou não querer..

Chega assim cavaleiro andante,

Louco e triunfante

Como um salteador

Pra no fim nos deixar a contas

Com as palavras tontas

Que dissemos por amor...

E eu que jurei nunca mais cair

Nesses teus ardis nunca mais seguir

Esse teu olhar, esse teu olhar...

Que nada nos vale tentar fugir

Para quê negar, ou se quer fugir..

Nesse mal de amar,nesse mal de amar

Chega quando quer e não quer saber

Nem do mal que fez ou que vai fazer, é um tanto faz..

Querer ou não querer..

Chega assim cavaleiro andante,

Louco e triunfante

Como o salteador

Que dissemos por amor...

Chega assim cavaleiro andante,

Louco e triunfante

Como o salteador

Pra no fim nos deixar a contas

Com as palavras tontas

Que dissemos por amor...

Chega assim cavaleiro andante,

Louco e triunfante

Como o salteador

Pra no fim nos deixar a contas

Com as palavras tontas

Que dissemos por amor...

Chega assim cavaleiro andante,

Louco e triunfante

Como o salteador

Pra no fim nos deixar a contas

Com as palavras tontas

Que dissemos por amor...

Pra no fim nos deixar as contas ........

Por ele não vou morrer...por ele vou viver...sempre e sempre.

18/11/06

Batalhas dos Tempos - Poema X

fausto cunha

....

sentei...
um prazer
marca meu desejo de não sentir limite
ocupo o vazio
sentei
senti palavras
fantasias como as folhas soltas
um-desejo-insatisfeito
vou olhar pela última vez
inegável desejo
códigos do meu gozar
indissociável desejo
quando penso em ti
realidade que sento para sentir
repetir
porque repetir é a insistência do meu prazer
querer você...
meu sonho fugidio
princípio primeiro
do meu existir
nessa luz total
você eu de mim, de si
os passos que dei para chegar aqui
viajante em mistérios que desvendei
não vou advinhar
é desejo-do-desejo-do-saber
sentei
pra pensar em ti
repouso do corpo
complicado sofrer
que chamo de dimensão real
do prazer que quero ter com você...

sei a luz desse dia
sei que não quero perder
não terá fim
porque não se vais de mim
sentei ...
o que quero
é intenso para frear
é desejante demais
é ladrão de mim.
Together we're strong

12/11/06

aniversário

edson barretto (papai)

o que mais eu poderia dar às pessoas

em agradecimento ao milagre que foi/é ter nascido


meu sorriso mais puro...amor, lealdade e confiança


a base real e maravilhosa que encontrei

para conseguir chegar aqui até hoje.

e querem saber?
eu estou certa.vale a pena....


nasci em novembro no dia da mais pura sorte

era o décimo terceiro dia do senhor Deus.

nasci para estar com vocês ..amigos-irmãos/amigas-irmãs que escolhi.

della-porther

01/11/06

Batalha dos Tempos - Poema IX



ruas
estreitas ruas por onde a passos largos
vou em busca de ti
quero com garra
quero despertada
explodir atônita
fazer um enchente de alegria
pra seduzi-la
sob o sono dos séculos
cobri-lhe de petálas
tocar sua pele quente
que sinto em minhas mãos
tal como água correntea deslizar doce....
e mostrar-lhe as ruas estreitas
por onde a passos largos
vou em busca do amor
esse amor que pedi
nas manhãs que nasciam em setembro
muros derrubei,
tristezas afastei,
terras conquistei em seu nome
sentindo fome e sede desse amor
desertos cavalguei pra chegar
e aqui de joelhos sigo prometendo,
embalada no canto doce dos passáros que insistem em me seguir,
- amarei ao meu amor até que de mim parta a alma -